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STJ

STJ - Corte Especial quebra segredo de justiça de inquérito envolvendo juízes e conselheiros de tribunais de contas

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a quebra do segredo de justiça que havia sido decretado em inquérito aberto pela Polícia Federal para apurar irregularidades que teriam sido cometidas por prefeitos, juízes, conselheiros de tribunais de contas e servidores públicos. O colegiado também revogou a ordem de desmembramento do inquérito em relação a alguns investigados, entre os quais dois desembargadores e três conselheiros de tribunais de contas.

Iniciada em abril de 2007, a investigação da Polícia Federal girava em torno da suspeita de desbloqueios fraudulentos de parcelas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), destinadas a municípios de Minas Gerais.

A atribuição de segredo de justiça e a ordem de desmembramento do inquérito em relação a parte dos investigados foram determinadas pelo ministro Nilson Naves, atual relator do inquérito (nº 603) no STJ, no dia 8 de outubro passado.

Na ocasião, o ministro determinou que as peças relacionadas e esses acusados deveriam ser autuadas, formando outros inquéritos. Também ordenou que esses procedimentos fossem redistribuídos entre os ministros da Corte Especial, “tendo em vista a evidente ausência de conexão” com os fatos que deram origem ao Inquérito nº 603.

Descontente com a decisão monocrática do relator, o Ministério Público Federal (MPF) interpôs recurso (agravo regimental), questionando a decretação do segredo de justiça e a ordem de desmembramento. O fundamento do recurso, entre outros, foi o de que as determinações contidas na decisão do relator seriam prejudiciais ao andamento das investigações.

No agravo interposto, o MPF chegou a mencionar que a ordem de sigilo não teria sido fundamentada, o que viola exigência constitucional, e representaria uma espécie de “censura prévia”, uma vez que, ao decretar o segredo, Naves informou que a divulgação de informações sobre o caso seria penalmente punida e o conteúdo divulgado se tornaria prova ilícita.

Também sustentou que, ao acumular as funções de investigação e julgamento no caso, o relator do inquérito estaria “usurpando” do Ministério Público a opinio delicti, ou seja, a atribuição exclusiva que o MP tem de formar a convicção sobre a existência ou não de justa causa para o início da ação penal.

O MPF requereu no recurso a reconsideração da decisão pelo ministro Nilson Naves. No entanto, o relator votou no sentido de manter integralmente sua decisão individual prévia. Naves rebateu as alegações de censura prévia e usurpação de atribuições do Ministério Público. “Longe de mim usurpar qualquer função institucional”, disse. “O que fiz foi endireitar o caminho das peças, separar o joio do trigo, trazer um pouco mais de luz a tamanha confusão”.

Em defesa de seu entendimento, o ministro sustentou ser lícito o desmembramento na fase de inquérito, conforme dispõe o artigo 80 do Código de Processo Penal e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). Em relação ao segredo de justiça, ele afastou a alegação de falta de fundamentação, argumentando que, em casos como o analisado, o interesse público “exige” a decretação do segredo de justiça, em obediência, entre outros, ao previsto no artigo 155, inciso I do Código de Processo Civil.

Para o relator, entre outros aspectos, o estabelecimento do segredo atende ao princípio constitucional da presunção de inocência e serve ao interesse social na medida em que os acusados podem sofrer prejuízos de suas reputações no caso de publicação de informações que poderão não se confirmar no curso das investigações. “Não inventamos ainda o verbo despublicar”, disse.

O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Hamilton Carvalhido, João Otávio de Noronha e Massami Uyeda. No entanto, venceu o entendimento divergente do ministro Ari Pargendler. Para ele, a verificação da existência ou não de conexão entre os fatos que deram origem às investigações e a avaliação da conveniência do desmembramento do inquérito devem ser realizadas no momento oportuno. Esse momento, em sua avaliação, é o do juízo de recebimento ou não da denúncia elaborada pelo MP.

Pargendler também divergiu do relator sobre o sigilo processual e defendeu que o inquérito deve seguir sem segredo de justiça. Lembrou que durante o tempo em que o caso esteve sob a relatoria do ministro Paulo Gallotti (que deixou o STJ este ano), permaneceu com publicidade ampla sem que isso representasse prejuízo aos investigados.

Com opinião semelhante à de Pargendler, o ministro Gilson Dipp ressaltou que o STF já se posicionou no sentido de que a publicidade processual é a regra e o segredo, exceção. “Somente os sigilos constitucionais são resguardados”, afirmou. Para Dipp, é prematuro decidir nesse momento sobre desmembramento quando o MP sequer denunciou ou fez a capitulação criminal da conduta dos acusados. Além de Dipp, os ministros Félix Fischer, Francisco Falcão, Nancy Andrighi, Humberto Martins, Mauro Campbell e Luis Felipe Salomão seguiram o entendimento de Pargendler.

Ao final da sessão de julgamento, a Corte determinou a apuração do vazamento das informações referentes ao inquérito durante o período em que o caso estava sob segredo de justiça. Essa decisão foi tomada a partir da queixa feita pelo ministro relator de que dados sigilosos foram publicados pela imprensa. Processo relacionado: Inq 603. Fonte: Superior Tribunal de Justiça 

 

Segurança

De O Globo:

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem que Marinha e Aeronáutica estão preparadas para atuar como polícia nas regiões de fronteira, como pretende o governo, e que isso aconteceria na ausência de policiais.

- Se por acaso não tiver nenhum policial civil ou federal, Aeronáutica e Marinha poderão fazer o flagrante - explicou Jobim a jornalistas no Rio de Janeiro.

A proposta de mudança na Lei Complementar 97, que regulamenta parte das atribuições das Forças Armadas está na Casa Civil e, segundo o ministro, "já está tudo definido e revisado pelo presidente da República, só falta enviar ao Congresso". Jobim, no entanto, não deu prazo para esse envio.

deu em o estado de s.paulo

Militares aceitam maior presença do poder civil

Promessa de orçamentos robustos e edição de novo plano estratégico agradam Exército, Aeronáutica e Marinha

De Tânia Monteiro:

Temas tabus nas Forças Armadas, o papel de "policial das fronteiras" e a submissão completa ao poder civil foram digeridos pela cúpula militar depois de um processo de negociação, comandado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. A articulação envolveu a promessa de orçamentos mais robustos para Exército, Aeronáutica e Marinha e a edição de um novo plano estratégico ao gosto dos militares.

O resultado é que o governo, como apurou o Estado com fontes militares, não vai enfrentar maiores problemas na caserna durante a tramitação no Congresso da proposta de alteração da Lei Complementar 97, que estende para a FAB e Marinha o poder de polícia e dá mais poderes ao ministro da Defesa.

No campo político, para que as resistências às mudanças fossem as menores possíveis, Jobim dedicou os últimos meses a promover diversas reuniões com lideranças partidárias, além de integrantes das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara e do Senado.

 

Eleições 2010 I

De Soraya Aggege e Adauri Antunes Barbosa: O presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff, sua candidata à Presidência em 2010, usaram nesta sexta-feira o congresso nacional do PCdoB, em São Paulo, para um palanque eleitoral, com pesados ataques à oposição.

Ao lançar Dilma como a candidata "que vai poder dar continuidade ao nosso projeto", Lula rebateu críticas do ex-presidente Fernando Henrique e do cantor Caetano Veloso, que o chamara de analfabeto e cafona . Lula chegou até a comparar ações do PSDB aos de Hitler no nazismo.

- Eu peguei duas manchetes de jornais hoje. Uma dizia: "Contra Lula, o PSDB treina cabos eleitorais no Nordeste". Ou seja, é um pouco o que o Hitler dizia para os alemães pegarem os judeus. Ou seja, vamos treinar gente para não permitir que eles sobrevivam - disse Lula para uma multidão de militantes do PCdoB.

O principal alvo de Lula foi Fernando Henrique, que em artigo publicado no GLOBO domingo passado falou em "subperonismo" no governo petista .

- Um intelectual ficar assistindo a um operário que tem o 4º ano primário ganhar tudo o que ele queria ter ganhado e não ganhou por incompetência é muito difícil mesmo - disse Lula, sob aplausos no congresso do PCdoB. - O outro presidente pôde ficar três anos estudando na Sorbonne. Eu não. Eu tinha que provar a todo instante que podia governar o país. Se fracassasse, iríamos levar mais 150 anos para um operário governar novamente este país.

Lula discursou por 103 minutos e ironizou os que o chamaram de analfabeto:

- Um país governado por um analfabeto vai terminar realizando um governo que mais investiu em educação. Vamos terminar nosso governo com 14 novas universidades federais. Estamos fazendo uma vez e meia o que eles não fizeram em um século. Sei que isso é intragável. O Fernando Henrique Cardoso achava que nós seríamos um fracasso e que ele poderia voltar.

Sem citar nomes, o presidente também reagiu a Caetano Veloso:

- Tem muita gente que acha que inteligência está ligada à universidade. Isso é burro. A universidade não dá nada disso. A política é uma ciência que exige muito mais inteligência. De qualquer forma, a vida é assim. As pessoas falam o que querem e ouvem o que não querem. A vida é dura.

Dilma critica 'forças do passado, patéticas e desconexas'

De Soraya Aggege e Lino Rodrigues, de O Globo:

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, se colocou como candidata a presidente da República pela primeira vez de forma clara e ostensiva na noite desta sexta-feira na abertura do congresso nacional do PCdoB, em São Paulo, e que contou com a presença de representantes de outros partidos, como PT e PDMB, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o principal orador. Dilma fez duros ataques à oposição.

- Forças do passado, patéticas e desconexas, usam de esmurradas táticas para confundir as pessoas, dizendo que os modelos de oito anos de governo do PSDB no país são semelhantes aos oito anos de governo do PT. Eles morrem de medo de comparar nossos governos com os deles e os nossos projetos com os deles.

São países completamentes diferentes. O povo brasileiro vai saber julgar no ano que vem - disse Dilma, ovacionada como candidata a presidente da República.

Ela frisou que na campanha do ano que vem as "forças progressistas" que compõem a base aliada do presidente Lula, "terão que mostrar que são dois países diferentes: um governado por oito anos pelo PSDB e outro governado pelo PT.

- Vamos mostrar que eles dilapidaram o patrimônio nacional e privatizaram as empresas nacionais. Eles não tem moral para falar do nosso governo. Os seus queixumes, resmungos e murmúrios não resolvem nada. O povo brasileiro vai saber compreender os dois países e vai saber comparar - disse Dilma, muito aplaudida, no palanque de abertura do congresso nacional do PCdoB, um dos partidos da base aliada do governo federal, sob olhares atentos do presidente Lula, ao seu lado.

 

Senado

O Popular - Política - Dia 07/11/2009

Policiais usam rede para capturar capivara que tomava banho em espelho d’água em frente ao Congresso; animal será solto no lago Paranoá

Brasília – O Senado deve abrir na segunda-feira processos administrativos contra os servidores efetivos e comissionados que não participaram do recadastramento na Casa. A medida deve ser aplicada a 40 funcionários que recebem salário dos cofres do Poder Legislativo e que ainda não participaram do censo.

O prazo final para que os funcionários atualizem seus dados terminou à meia-noite de ontem. Segundo o último balanço do Senado, 14 servidores nem deram início ao processo de recadastramento, mesmo depois de terem os salários cortados pela Casa. Outros 26 começaram a confirmar suas informações, mas não concluíram o processo.

Todos eles serão alvo de uma sindicância e devem ficar com os salários congelados até a conclusão dos processos. A punição para esses funcionários vai de advertência até a demissão.

A ideia do comando do Senado é utilizar o censo para identificar funcionários fantasmas que estariam recebendo salários sem trabalhar. O senador João Vicente Claudino (PTB-PI) se viu obrigado a demitir a servidora Wanda de França Avelino na semana passada. Wanda recebia R$ 1,7 mil como assistente parlamentar, mas trabalhava em um restaurante em Teresina.

Em agosto, o Senado elaborou um sistema para que o recadastramento dos servidores fosse feito por meio de formulário eletrônico na internet, mas também permitiu que o documento fosse remetido por correspondência. Sem a adesão dos servidores, a Casa prorrogou o prazo para o levantamento por três vezes.

Bloqueio

Para forçar a participação, o Senado ameaçou cortar o salário de 503 servidores, mas apenas 88 tiveram os vencimentos bloqueados – até ontem, 40 ainda precisavam regularizar a situação.

A medida foi implantada pela Casa em meio à crise política que atingiu o Senado este ano. A atualização dos dados pessoais de cada servidor visa criar uma única base de dados do Senado, com recadastramento anual.

O ato que instituiu o cadastramento também impõe “sanções administrativas” para os servidores que não atualizarem os seus dados. As chefias imediatas devem confirmar os dados dos subordinados, como lotação, cargo e função.

É a primeira vez que a Casa faz uma espécie de censo do seu quadro de funcionários. Segundo o Portal da Transparência do Senado, a Casa possui 3.418 servidores efetivos e 2.849 funcionários em cargos comissionados (não-concursados). (Folhapress)

Capivara ‘invade’ águas do Congresso

Brasília – Uma capivara chamou atenção dos poucos senadores que compareceram ontem ao Senado. Sem grandes discursos e diante de uma sessão esvaziada, os seis parlamentares se divertiram com a tentativa da Polícia Militar Florestal de capturar o animal que tomava banho no espelho d’água em frente ao prédio do Congresso. O resgate da capivara durou mais de três horas e provocou diferentes reações nos senadores.

O senador Mão Santa (PSC-PI) ironizou o caso e pediu que a ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva (PV-AC) fosse chamada para resolver a situação: “Isso é assunto para a Marina Silva. Ela é que é a principal ambientalista”.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) não só brincou com o episódio, como disse que a presença do animal servia de alerta, uma vez que o país precisa assumir compromissos para apresentar durante a Conferência do Clima da ONU (Organização das Nações Unidas) em dezembro, em Copenhague. “É a crise ambiental se manifestando no Congresso para despertar os senadores. Os animais estão se desorientando no mundo inteiro e o Cerrado não é exceção. Ou então ela veio atrás de algum parente, afirmou o senador pedetista.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou que não se surpreendeu com a presença do animal, mas negou que ele estivesse atrás de semelhantes. “Ela apareceu e foi no lago do Senado, isso mostra apenas que ainda temos água para recebê-la”, disse.

O animal foi recolhido pelos policiais, passará por exames no Zoológico de Brasília e, depois, será solto no lago Paranoá. (Folhapress)

 

Eleições 2010

O Popular - Política - Dia 07/11/2009

Arruda, Lula e Dilma durante solenidade no DF: governador prepara cartazes com elogios à administração federal

Governador do DF recepciona presidente e ministra para sanção de plano de cargos da segurança. Após levar a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) em viagem para Londres, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a manteve a seu lado num palco montado em ginásio lotado de bombeiros e policiais militares do DF. Lula e Dilma eram as principais atrações do evento, em que o presidente sancionou projeto de lei criando plano de cargos e salários para as corporações.

O ginásio, capaz de receber cerca de 12 mil pessoas, estava decorado com banners que diziam “GDF e governo federal valorizam quem cuida da segurança”. Uma claque próxima ao palco puxava palmas do público cada vez que os nomes de Lula, Dilma e do governador José Roberto Arruda (DEM) eram anunciados.

Primeira dos três políticos a discursar, Dilma afirmou que o principal objetivo do governo era “ampliar oportunidades”. Citou a criação de escolas técnicas e falou sobre o Prouni. A ministra finalizou seu discurso dizendo que iriam “seguir em frente”. “Este é um momento em que é preciso defender as políticas do governo do presidente Lula”, declarou.

O governador José Roberto Arruda destacou que o projeto contou com a “empenho, diligência e paciência” da ministra da Casa Civil. Antes de discursar no evento, Dilma ganhou presentes das duas corporações, como buquê de flores e um jarro de orquídeas. O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal presenteou Lula e a ministra com capacetes.

Salários

Ao sancionar hoje projeto que altera o plano de carreira dos policiais militares e bombeiros do Distrito Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a valorização dos salários das corporações pelos Estados. Segundo o presidente, a única forma de evitar que policiais se aliem ao crime organizado é proporcionar um vencimento capaz de garantir o sustento das famílias. “A única hipótese de não ter policial recebendo propina da bandidagem é ganhando o suficiente para cuidar da sua família. Tem duas coisas para garantir um bom policial: ser bem formado, com uma corporação bem estruturada, e ter sua profissão com a única fonte de renda para sustentar o seu. Se precisar fazer bico, já estamos correndo risco”.

Diante de um ginásio lotado de policiais e em clima de festa, o presidente Lula lembrou que tem trabalhado com o ministro Tarso Genro (Justiça) e com o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), para negociar um melhoria nos salários dos policiais do Estado. “Semana passada, mandei o ministro da Justiça ao Rio para assumir um compromisso com Cabral de que estamos dispostos a fazer possível e impossível para ajudar a melhorar as condições do Rio, para que possa exigir que cumpram função que eles têm que cumprir”, disse. (Folhapress)

“Nem todos têm mesma condição”

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Brasília, que os outros Estados não podem esperar o mesmo tratamento de Brasília – que com o novo plano de carreira sancionado ontem ao lado do governador José Roberto Arruda (DEM) terá um reajuste de até R$ 1.000 sobre o salário inicial de R$ 4.056.

“Vamos ter todos os Estados querendo o mesmo. Sei que muitos telefonaram para colegas de outros Estados, mas é importante levar em conta o poder do cofre do Estado”, disse. “Nem todo Estado pode dar a mesma condição que Brasília, que por ser capital tem tratamento diferencial. Não vamos exigir de Roraima e Alagoas o mesmo”.

A lei sancionada cria a Gratificação por Risco de Vida para esses servidores, de R$ 250 mensais em 2009, e sujeita a aumentos programados para elevar o benefício a R$ 1.000 até 2014. (FP)

DEM dá palanque a Lula e Dilma em evento em Brasília

De Chico de Gois, de O Globo:

O DEM, que move ação no Tribunal Superior Eleitoral acusando o presidente Lula e a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, de campanha antecipada , nesta sexta-feira montou um palanque para os dois.

Único governador do DEM, José Roberto Arruda (Distrito Federal) armou o palco para Lula e Dilma num ginásio esportivo, com uma plateia de cerca de sete mil policiais e seus familiares.

Em discurso que deixou até os petistas atônitos pela quantidade de elogios, Arruda foi pródigo em realçar a parceria com Lula e com Dilma.

O evento, com ares de campanha conjunta do DEM com o PT, teve como mote a sanção do projeto de lei que altera o plano de carreira dos policiais militares e dos bombeiros do Distrito Federal - os policiais do GDF são pagos com recursos federais pelo fato de Brasília ser a capital do país.

Entre as mudanças está a facilidade para promoções, gratificações e a criação de uma jornada de 12 horas de trabalho para 60 de descanso. Segundo Arruda, candidato à reeleição, as promoções começam a ser postas em prática no próximo mês, e a meta é promover 12 mil policiais até dezembro de 2010.

Arruda elogiou Dilma. Agradeceu por seu "apoio e paciência" no tratamento do projeto e ainda pela ajuda de Lula, Dilma e o governo federal a seu governo.
- Quero agradecer ao presidente Lula e à ministra pela ajuda, inclusive nas mais de 2 mil obras no Distrito Federal – afirmou Fonte: Blog do Ricardo Noblat

Lula reajusta em 68,4% salário da Polícia Militar do DF

De Leonencio Nossa e João Domingos, da Agência Estado:

Diante de uma plateia de policiais militares e bombeiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou hoje a lei que estabelece o novo plano de carreira para a Polícia Militar do Distrito Federal, que significará de imediato em um aumento de 68,4% nos salários dos profissionais.

O policial militar (PM) de Brasília já tinha a melhor remuneração do país da categoria. Agora, na capital, o PM em início de carreira ganhará, líquido, R$ 4.000,00. Em Estados como Alagoas, Pernambuco, o salário inicial não chega a R$ 900,00.
Depois de colocar um capacete de bombeiro do Distrito Federal e ser ovacionado diversas vezes por cerca de sete mil militares, Lula admitiu que o reajuste será um "risco" pois os policiais de outros Estados não terão o mesmo aumento.
"Nós corremos um risco, viu, Arruda? Porque, a partir do que aconteceu em Brasília, vamos ter outros Estados querendo", disse o presidente ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.
"Eu sei que muitos aqui já mandaram cartinhas, telegramas e telefonaram para os companheiros em Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte para dizer: ''olha, aqui nós conseguimos pô, vamos em frente''", disse.

Lula ressaltou que é "importante levar em conta o poder do cofre dos Estados". "Nem todo Estado pode dar a mesma condição de Brasília", completou.
O que o presidente Lula não disse em seu discurso é que, diferentemente de outras unidades da Federação, quem paga os salários dos policiais militares de Brasília é o governo federal. Fonte: Blog do Noblat

 
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