Com apoio de 100% dos deputados goianos, Reforma da Previdência é aprovada na Comissão Especial da Câmara

Publicado em 04/05/2017

Em sessão marcada por debates acalorados e por invasão de agentes penitenciários, o Governo, com sua tropa de choque, venceu o primeiro round contra os trabalhadores. 

Na noite de ontem, 3, a Comissão  Especial da Reforma da Previdência (PEC 287/16) aprovou por  23 votos a 14, o texto-base do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA). 

Apesar da vitória do governo na Comissão, a oposição argumentou durante todo o dia que o resultado desta votação já era conhecido porque os partidos da base do governo poderiam substituir os parlamentares que estivessem querendo votar contra.

Nesta semana, foram feitas cinco mudanças na comissão entre deputados da base. A oposição acredita, portanto, que a votação no Plenário será muito diferente porque serão necessários 308 votos em primeiro e segundo turnos.

Os únicos titulares na Comissão representando o Estado, e com 4 preciosos votos, os quais foram contrários aos direitos dos servidores e trabalhadores, os deputados federais por Goiás Alexandre Baldy (PTN-GO), Giuseppe Vecci (PSDB-GO),  Magda Mofatto (PR-GO) e Thiago Peixoto (PSD-GO) acompanharam a orientação do Governo e votaram a favor da Reforma da Previdência.

Em Goiás será deflagrada campanha de ampla divulgação dos nomes dos deputados goianos que votaram contra os interesses dos trabalhadores. 

Invasão
A votação dos destaques foi interrompida após uma invasão de dezenas de agentes penitenciários no plenário da comissão. Os agentes penitenciários invadiram a Câmara e agrediram verbalmente os deputados, contrariados com a retirada deles das regras de aposentadoria especial dos policiais, que têm 55 anos de idade mínima.

Idade mínima
A reforma aprovada fixa idades mínimas de aposentadoria de 62 anos para a mulher e 65 anos para o homem, mas essas idades serão alcançadas até 2038. Também será elevado gradualmente o tempo de contribuição mínimo de 15 para 25 anos. Quem já está no mercado de trabalho terá que cumprir um pedágio de 30% sobre o período que faltar para completar os tempos de contribuição atuais: de 35 anos para o homem e 30 anos para a mulher. 

Essa proposta atinge também os servidores que ingressaram no serviço público até a data da publicação da EC 41 com perda da integralidade e paridade na aposentadoria, caso não optem esperar até os 62 anos de idade, se mulher e 65 anos, se homem.

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Sinjufego com informações da agência Câmara notícias