Em protesto contra a Reforma da Previdência, ato público em Goiânia reúne 5 mil manifestantes

Publicado em 09/03/2017

Ato

Ontem, no dia 8 de março, data dedicada às mulheres, o ponto de encontro dos mais de 5 mil manifestantes de 12 municípios goianos foi a Praça Cívica, Centro de Goiânia. De lá, seguiram pela Avenida Goiás até a Praça do Bandeirante, depois pelas Avenidas Anhanguera e Tocantins, que são as principais vias da cidade.

O grito de ordem da manifestação foi, mais um vez, contra o ataque do governo Temer ao conjunto dos trabalhadores da iniciativa privada e do setor público, em especial contra a Reforma da Previdência. Várias entidades se manifestaram, ressaltando o quanto as medidas propostas na PEC 287/2016 serão danosas, principalmente para as mulheres.

De acordo com a presidente da União Brasileira de Mulheres, Lúcia Rincón, se aprovadas as medidas serão catastróficas. “As mulheres se aposentam antes que os homens porque a legislação brasileira reconhece a jornada dupla (muitas vezes tripla). Com a reforma, a idade mínima para se aposentar será igualada a dos homens. Essa medida, junto com a exigência de 49 anos de contribuição, irá aumentar em 10 anos o tempo para as brasileiras. Precisamos impedir que esse governo golpista e corrupto implemente essa e outras medidas que atacam os nossos direitos”, afirmou.

Presente ao ato, o vice-presidente do Sinjufego, Aurélio Gomes de Oliveira, entende que a mobilização tem que ser intensificada entre os servidores do Judiciário Federal. Segundo o sindicalista, a Reforma da Previdência é um dos maiores ataques à categoria do Judiciário cuja luta contra a PEC 287/2016 é muito mais difícil do que qualquer outra mobilização em favor da aprovação dos Planos de Cargos e Salários (PCS).

Fátima dos Reis, coordenadora geral do SINT-IFESgo, (Sindicato dos Técnicos Administrativos da UFG), ressaltou a importância do ato e alertou para a necessidade de se intensificarem as mobilizações contra a Reforma da Previdência. “Neste Dia Internacional da Mulher, é importante não apenas celebrarmos a história da nossa luta por uma sociedade menos machista, mas também para alertarmos sobre os ataques que estão por vir. A reforma da previdência representa um enorme retrocesso para todo o povo brasileiro, do campo à cidade e da iniciativa privada ao setor público. O golpe é ainda maior para nós, mulheres. Será necessário um esforço muito grande de toda a classe trabalhadora para impedir o governo Temer de acabar com os nossos direitos.

Nesta sexta-feira, dia 10, o Sinjufego sedia reunião com as entidades componentes do Fórum Goiano contra a Reforma da Previdência, na pauta está a campanha estadual de veiculação da contra-propaganda do Governo. As entidades do Fórum vão ocupar as mídias para esclarecer a população acerca da tragédia da Reforma da Previdência e para informar que é uma falácia o rombo da Previdência divulgado pelo Executivo.
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Da Redação do Sinjufego com foto e informações do SINT-IFESgo