Ignorando grave crise política, Câmara insiste em aprovar Reforma da Previdência

Publicado em 19/06/2017

Agindo como se nada estivesse acontecendo, nas palavras do presidente do Conselho Federal da OAB, a Câmara dos deputados pretende, numa articulação entre o relator da Reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA) e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, votar a PEC n. 287/2016 em agosto na casa. Segundo Arthur Maia, a agenda de reformas parece estar preservada, mesmo em meio a gravíssima crise política e acusações, demonstradas em áudio, de crimes de corrupção e obstrução da justiça, envolvendo o atual presidente da República, alvo de inquérito no STF. As declarações do relator Arthur Maia foram dadas em evento na Associação Comercial de São Paulo.

O parlamentar noticiou ser razoável a expectativa do governo em votar a Reforma da Previdência em agosto no Plenário da Casa, ignorando a mudança de cenário contra o governo, na Câmara e a debandada de alguns partidos. O governo joga pesado em abafar os crimes do qual está sendo acusado, e em impedir a autorização da Câmara dos Deputados de autorizar o recebimento da ação penal contra Michel Temer. Na verdade, esta autorização, tal como a do processamento de crime político, tem o condão de afastar o presidente por até 180 dias, sendo também considerada um impeachment.

As Centrais Sindicais, assim como diversas entidades sindicais, preparam um esquenta de mobilizações, e no Judiciário, a Fenajufe lidera esse movimento, para terça-feira, dia 20 de junho agora. A ideia é construir uma ampla participação na greve geral que está sendo organizada por todas as Centrais Sindicais, contra as Reformas Trabalhistas e Previdenciária e pelo Fora Temer. Os movimentos sociais com viés mais a direita, apesar de sempre apregoarem o combate à corrupção, permanecem em silêncio. Não há ainda expectativas de luta unificada de todos os segmentos à esquerda e a direita pelo afastamento do atual presidente.

O Sinjufego está atento de forma a alertar os seus sindicalizados para que nos mobilizemos contra a retirada de nossos direitos trabalhistas e previdenciários. Vale lembrar que os representantes sindicais ligados as Centrais Sindicais do Brasil resolveram, caso a Reforma Trabalhista seja aprovada da forma como está, recorrer à Organização Internacional do Trabalho, por violação do país às Convenções Internacionais da OIT de que o Brasil é signatário.

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Da redação do Sinjufego com informações do site Uol e do Senado.