Reforma da Previdência pode ficar para o 2º semestre, mas os filiados do Sinjufego permanecem vigilantes.

Publicado em 08/06/2017

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       Segundo os lideres dos partidos da base aliada, com a grande instabilidade política decorrente das acusações sérias de participação do presidente Michel Temer em esquema de corrupção e obstrução da justiça, não há mais clima para construir uma maioria de 308 deputados a favor da PEC n. 287 – Reforma da Previdência.  Segundo a contagem da Fenajufe, o número de pretensos deputados federais favoráveis hoje não passaria de 179 contra 284 deputados federais contrários.  O mesmo não se pode dizer da Reforma Trabalhista, que por ser projeto de lei ordinária, possui quorum de aprovação por maioria simples, bem mais reduzido, e como previsão de entrar na pauta da Comissão de Assuntos Sociais, nesta quinta-feira, dia 8/06.

        Conforme a avaliação dos deputados governistas, em razão da impopularidade da Reforma da Previdência, seria um risco pautá-la agora, correndo o risco de ser rejeitada. Um dos únicos que tenta manter a tramitação originária, de forma açodada, é o ministro da fazenda Henrique Meirelles, mas mesmo assim, já admite deixar a discussão para agosto, ante o iminente risco de ter essa Reforma rejeitada. Segundo o líder do PSD, sexta maior bancada na Câmara: não há “chance nenhuma de votar antes do recesso”.  O Plano B da base aliada ao governo Temer, que ainda corre risco de ter seu mandato cassado no julgamento da Ação de Impugnação de Mandato Eletivo desta semana no TSE, e por isso, encontra-se cada vez mais enfraquecido a cada nova descoberta de corrupção, é votar antes a Reforma Trabalhista, transferindo para o Senado Federal o papel secundário e subalterno de homologar na íntegra tudo o que a Câmara dos Deputados aprovou sobre a referida reforma, com a desculpa de que o Senado não pode empurrar para a Câmara a iniciativa de continuar discutindo e propondo outras medidas impopulares.  

    Ainda que o cenário tenha ficado um pouco mais tranquilo para todos os trabalhadores, incluindo os servidores públicos; na Reforma da Previdência, não podemos baixar a guarda, pois isto poderá significar a antecipação de alguma estratégia ofensiva pelos aliados do governo federal  aos direitos previdenciários de todos os brasileiros. O Sinjufego e seus filiados deverão e irão permanecer vigilantes para que a indigitada PEC 287 não seja aprovada.


Da redação do Sinjufego, com informações do site estadão, da Fenajufe e do site do Senado.