
À medida que a corrida eleitoral para o Palácio do Planalto se intensifica nesta reta final de campanha, a Reforma Administrativa consolida-se como um dos temas mais estratégicos da pauta nacional. O debate contrapõe diferentes visões sobre a eficiência do setor público, o tamanho da máquina estatal, a estabilidade do funcionalismo e o combate aos chamados supersalários.
Veja, a seguir, as diretrizes e posicionamentos defendidos pelos candidatos à Presidência da República:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
- Foco: Modernização, valorização dos servidores e transformação digital.
- Posicionamento: O governo defende uma reformulação do Estado focada em inovação e fortalecimento das capacidades estatais, sem a retirada da estabilidade dos servidores civis. A diretriz prioriza a regulamentação do concurso público unificado, a progressão contínua nas carreiras operacionais e de fiscalização, a digitalização dos serviços prestados ao cidadão e o fim das distorções pontuais - sem recorrer a cortes transversais na infraestrutura do funcionalismo.
Flávio Bolsonaro (PL)
- Foco: Enxugamento da máquina pública e privatizações.
- Posicionamento: Advoga por uma reforma fiscal e administrativa austera. Suas propostas contemplam a redução substancial do número de ministérios, a extinção ou fusão de autarquias e secretarias, além do combate rígido aos supersalários no funcionalismo. Defende a ampliação dos vínculos temporários ou de contratação celetista para áreas não vitais do Estado e a privatização das estatais.
Romeu Zema (Novo)
- Foco: Gestão corporativa, avaliação de desempenho e terceirização.
- Posicionamento: Traz para o debate federal o modelo implementado no governo de Minas Gerais. Defende uma reforma ampla com flexibilização da estabilidade para novos ingressantes, revisão do teto remuneratório sem exceções, avaliação rigorosa de desempenho atrelada a métricas de produtividade e concessão ou terceirização da operação de serviços em áreas complementares da saúde, educação e infraestrutura.
Ronaldo Caiado (PSD)
- Foco: Eficiência operacional, autonomia estadual e combate aos privilégios.
- Posicionamento: Defende a descentralização administrativa com foco na otimização de custos e reestruturação de carreiras estatais. Sua proposta prevê a eliminação de privilégios em corporações do topo do funcionalismo público, aliada ao fortalecimento contínuo e aperfeiçoamento técnico das carreiras estritamente operacionais, como as polícias e a fiscalização agropecuária.
Renan Santos (Missão)
- Foco: Fim dos supersalários, desburocratização e reestruturação municipal.
- Posicionamento: O candidato do Partido Missão inclui em suas diretrizes medidas radicais de corte de despesas correntes, a extinção do teto salarial flexível no funcionalismo e o enxugamento de penduricalhos do Judiciário e do Legislativo. Além disso, propõe a fusão e redução do número de municípios de pequeno porte que dependem integralmente de repasses federais.
Samara Martins(Unidade Popular)
- Foco: Revogação do teto de gastos, valorização do funcionalismo e estatização.
- Posicionamento: Apresenta oposição frontal aos projetos liberais de Reforma Administrativa. Defende a revogação de todas as propostas que prevejam terceirização ou fim da estabilidade. Sua pauta inclui a realização massiva de concursos públicos para suprir o déficit no SUS e na educação pública, a incorporação de trabalhadores terceirizados aos quadros estatais e o financiamento do setor público via taxação de grandes fortunas e combate à sonegação fiscal.
---
Redação do Sinjufego
---
Filie-se ao Sinjufego, clicando no link: Sinjufego - Filiação