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Bolsonaro confirma congelamento salarial até 2022

Passando a boiada com granada sobre os servidores

 
(Brasília - DF, 24/04/2019) Pronunciamento do Presidente da República, Jair Bolsonaro.Foto: Isac Nóbrega/PROs servidores do Judiciário Federal, assim como os demais servidores civis, terão tempos difíceis pela frente com a política econômica do governo Bolsonaro. 
 
Foi publicada nesta quinta-feira, 28, a Lei Complementar n° 173/2020, que socorre financeiramente os Estados e municípios durante a pandemia do novo coronavírus.
 
Dá-se com uma mão, mas retira-se com a outra. Em compensação, servidores públicos civis ficarão sem reposição salarial até 31/12/2021, colocaram essa data só para não dizer que será até 2022. 
 
Sabe-se que nesse ano de 2022, se não acontecer nenhum atropelo constitucional, haverá eleições presidenciais, cenário que torna difícil, mas não impossível, qualquer aprovação de projeto de reajuste salarial.
 
De acordo com o texto da LC, a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios afetados pela calamidade pública decorrente da pandemia da Covid-19 ficam proibidos, até 31 de dezembro de 2021, de conceder, a qualquer título, vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração aos servidores públicos. 
 
Ainda fica proibido criar ou majorar auxílios, vantagens, bônus, abonos, verbas de representação ou benefícios de qualquer natureza, inclusive os de cunho indenizatório.
 
A Lei Complementar n° 173/2020 não veta somente reajustes de salários e de benefícios. Para desespero dos concurseiros e donos de cursinhos, ela também congela os concursos públicos até o fim de 2021, pois a lei proíbe a criação de cargo, emprego ou função que implique aumento de despesa e que altere estrutura de carreira.
 
Fica de fora a velha política de apadrinhamento dos cargos públicos, eis que a novel ressalva as reposições de cargos de chefia, de direção e de assessoramento.
 
Paulo Guedes, fiel escudeiro do presidente e representante dos interesses dos banqueiros, já chamou os servidores públicos de parasitas, de assaltantes e de inimigos da nação. Esse é o nível de respeito que se tem pelo servidor público, jogando a sociedade contra a categoria.
 
O SINJUFEGO entende o momento difícil por que passa o país com a pandemia com alto custo social e econômico para toda sociedade, contudo a crise sanitária não pode ser um cheque em branco para reduzir mais ainda o poder aquisitivo dos servidores. 
 
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