Em reunião com o diretor-geral do TRT-GO, SINJUFEGO solicita informações sobre a lista sêxtupla indicada pela OAB
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“A atuação dos juízes e desembargadores da Justiça do Trabalho está diretamente ligada à realidade de todos os trabalhadores e de suas entidades representativas, como os sindicatos e associações. O processo de indicação deve ser mais participativo, mais democrático, com maior exposição e compromisso do indicado. Não podemos correr o risco de ter algum Nicolau dos Santos Neto em Goiás”, afirmou Cezar Prazeres.
Na última sexta-feira (04/04), a Comissão de Acompanhamento – instalada no primeiro debate realizado para discutir o tema - protocolizou, junto à Corte Trabalhista, a solicitação da cópia dos documentos encaminhados pela OAB ao TRT-GO com as informações sobre cada candidato, entre elas os currículos e as gravações das entrevistas.
Apesar de não se tratar de uma sabatina aos indicados, o primeiro debate promovido pelo SINJUFEGO, no dia 02/04, foi prestigiado pela presença da advogada Diane Mauriz Jayme – uma das indicadas pela lista sêxtupla da OAB, para o preenchimento do cargo destinado à advocacia pelo quinto constitucional, em decorrência da aposentadoria do desembargador Luiz Francisco Guedes de Amorim, em junho de 2007.
Integram ainda a lista enviada pela OAB, os advogados Isaque Lustosa de Oliveira, Maria Nívia Taveira Rocha, Solange Monteiro Prado Rocha, Isonel Bruno da Silveira Neto e Júlio César Cardoso de Brito. Em 18/03, o presidente do TRT 18ª Região, Elvecio Moura dos Santos, chegou a convocar Sessão do Pleno do Tribunal para o dia 24/03, na qual haveria a escolha dos três nomes, a dentre os seis indicados, a serem enviados ao Presidente da República, que por sua vez decidirá qual será o novo desembargador trabalhista de Goiás. A reunião plenária foi aberta e suspensa, sem data prevista para sua nova realização.
É fundamental que a lista a ser encaminhada ao Presidente da República seja integrada por nomes de reconhecida capacidade profissional, de reputação ilibada e compromisso com a Justiça do Trabalho. Para isso, a Comissão de Acompanhamento acredita que os atuais membros do TRT devem ter a tranqüilidade necessária para a formação da lista tríplice, sem se submeter a pressões de qualquer natureza.
Fonte: Carolina Skorupski, Assessoria de Comunicação do Sinjufego