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Na pesquisa, estuda um item muito discutido em todo mundo, a ideologia do trabalho, ou seja, o mito de que o brasileiro trabalha pouco. Para ele o brasileiro trabalha muito, intensamente, e muitas vezes numa jornada degradante. "Há de se discutir não só a duração da jornada, mas também a intensidade da jornada", afirmou Revalino de Freitas.

O segundo palestrante da manhã, Rogério Dornelles, médico do trabalho, relacionou a diminuição da jornada ao aumento da qualidade de vida. Segundo Rogério, a dualidade quantidade/intensidade de trabalho atinge o dia-a-dia e a sobrevivência do trabalhador e a redução da jornada de trabalho possibilita inúmeras melhorias para a vida dos trabalhadores. Ao discorrer sobre o Brasil e países como China e Índia, o palestrante definiu o trabalho no mundo contemporâneo como desregulamentado, com características de escravidão, com baixa qualificação, pouca remuneração e desproteção social.

O médico apresentou dados sobre doenças provocadas pelo excesso de trabalho no Brasil, das quais 11,8% são de doenças mentais como depressão, estresse, fobias e ansiedade. De acordo com Dornelles, o número de acidentes de trabalho no Brasil alcança 500 mil ocorrências ao ano. Também são elevados os índices de doenças cardíacas e lesões musculares.

Segundo o palestrante, dentre os benefícios da redução da jornada, estão o aumento da expectativa de vida, da escolaridade, o desenvolvimento de tarefas mais criativas, o aumento dos cuidados pessoais, maiores e melhores relações sociais e familiares e a possibilidade de aumento e melhor distribuição de renda.

Fonte: Sisejufe

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