Sinjufego
Encontro Nacional da Fenajufe define ações da campanha pela jornada de 6 horas
- Detalhes
A abertura do encontro ocorreu na sexta-feira (11/07), à noite, com uma saudação aos participantes feita pelo coordenador geral da Fenajufe, Roberto Policarpo. Ele agradeceu a presença das delegações representando vários sindicatos de servidores do Judiciário Federal e MPU de todo o país. Policarpo ressaltou a importância deste primeiro encontro da categoria, que definiu como será a atuação da Fenajufe e seus sindicatos de base nesta campanha pela jornada de 6 horas. Além de Policarpo, também participaram da mesa de abertura o diretor do Sisejufe/RJ Roberto Ponciano e a presidente da CUT do Rio de Janeiro, Neuza Luzia Pinto.
Ainda no primeiro dia do encontro, os participantes assistiram ao painel Reduzir a jornada é gerar empregos, com o economista Jardel Leal, do Dieese; e a diretora da CUT Nacional, Lúcia Reis.
O segundo dia do 1º Encontro Nacional da Fenajufe sobre Jornada de 6 horas começou com um painel do professor de sociologia da Universidade Federal de Goiás, Revalino de Freitas, que fez uma firme defesa da redução da jornada. De acordo com Freitas, a iniciativa dos servidores do Judiciário Federal e MPU é precursora e, se a redução for conquistada, abrirá as portas para outras categorias conseguirem o mesmo avanço. O professor informou, também, que desenvolve uma pesquisa sobre “O tempo de trabalho no Brasil”, em que estuda um mito bastante discutido - o de que o brasileiro trabalha pouco. Para ele, “o brasileiro trabalha muito, intensamente, e muitas vezes numa jornada degradante”.
O segundo palestrante da manhã, Rogério Dornelles, médico do trabalho, relacionou a diminuição da jornada ao aumento da qualidade de vida. Segundo Rogério, a dualidade quantidade/intensidade de trabalho atinge o dia-a-dia e a sobrevivência do trabalhador e a redução da jornada de trabalho possibilitará melhorias para a vida dos trabalhadores.
O assessor jurídico da Fenajufe, Pedro Maurício Pitta, foi o palestrante do segundo painel do encontro, discorrendo sobre "Questões jurídicas, legislativas e a redução da jornada".
A última mesa do encontro "As 6 horas, a carreira, a produtividade e o atendimento à população", teve a participação do Secretário de Recursos Humanos do STF, Amarildo Vieira de Oliveira, do sociólogo e diretor da Coordenadoria de Documentação do TRF-4, Carlos Alberto Colombo e do diretor do Sisejufe/RJ, Roberto Ponciano.
Após debaterem os temas abordados pelos palestrantes, os participantes do 1º Encontro Nacional sobre Jornada de 6 horas apresentaram propostas, a serem submetidas à reunião da Diretoria Executiva da Fenajufe.Entre as quais, se destacam:
- Reforçar as articulações e pressões políticas, no Judiciário Federal e MPU, pela jornada de 30 horas.
- Articular a luta pelas 30 horas com os demais servidores públicos e com a campanha da CUT pela redução da jornada sem redução de salários.
- Rechaçar as propostas de implementação do banco de horas no Judiciário Federal e no MPU.
- Elaborar material com todo o acúmulo do debate do 1º Encontro, socializando a realidade dos Estados e os estudos existentes em defesa da jornada de 6 horas.
- A Fenajufe e seus sindicatos deverão fazer levantamento criterioso da jornada (formal e real) em todo o Judiciário e MPU.
- A Fenajufe e seus sindicatos, filiados à CUT e também a outras centrais, deverão massificar a campanha da CUT pelas 40 horas e utilizar os veículos de comunicação para divulgar as atividades e ações desta campanha.
- Propor à Cnesf (Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais) a organização de um Encontro Nacional dos Servidores Públicos sobre Jornada de 6 horas.
Fonte: Assessoria de Comunicação do SINJUFEGO com informações da Fenajufe e do Sisejufe/RJ








